Contos

Samira - A história de uma rapariga de Alcácer Quibir
 

Samira - A história de uma rapariga de Alcácer Quibir

SAMIRA

- A história de uma rapariga de Alcácer Quibir

 

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MARIAMAR

MARIAMAR

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A ENCENAÇÃO DE MORTE DO ZÉMANÉ

Era uma vez um cara que fumou dos dezenove aos trinta anos. Voltando a fumar uns dez anos depois, as vésperas da morte de sua mãe, que passara quase toda à vida sem que lhe tirassem o fumo.

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O poema e o poeta

 

 

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Conto de uma tarde de Outono

Para lá da cidade chuvosa, industrial e cinzenta existe um pequeno oásis: escondido entre os prédios sociais, encaixotados, desenha-se um pequeno lago, rodeado por canas, que lembra um ambiente ori

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PASION

PASION

 

 

 

Há anos que se encontravam na escada.

Saíam quase sempre à mesma hora, possivelmente a caminho dos empregos.

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Maria do Mar

Maria do Mar Maria do Mar veio na espuma de uma onda e chegou á borda de água, na praia onde tantas vezes vagueava sozinha nas areias brancas e desertas.

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Gertrudes

Esta é a história da vizinha Gertrudes, uma mulher velha, cansada, antiga lavadeira de Alfama, viúva que criara os filhos a pulso.

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A moeda da sorte

A minha história começou na casa da moeda de Lisboa.

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E o choro nunca mais veio

Estava tão ferido e colonizado de medos que as palavras tinham-se-lhe travado a fundo debaixo da língua. A dor era tanta que rebentava com violência a pele que revestia um corpo de outro tempo.

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O Reencontro

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Os Dois Velhos

Envelhecemos. Repara, a casa é agora imensa, quase nos engole. Vê. Somos agora dois velhinhos amarrotados pela própria narrativa. Que viagem rápida.

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A Condessa descalça

Quando Esperança nasceu, naquela tarde de trovoada e céu zangado, a mãe presenteou-a com o nome de quem foge do desespero, o desespero de lutar por um pedaço de pão que não se consegue multiplicar

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O pó gasto de uma vida caminhada

Ela deita-se e o colchão cede debaixo do seu peso cansado. Enrosca-se um cão num tapete, deitado algures no escuro. Há um silêncio gritante na casa. O silêncio de quem dorme e divaga sozinho.

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Restos de vida

Restos de vida

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portas do céu

portas do céu

 

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A Descida

Desço a rua que me indicaste para pensar no futuro, sigo pelo contratempo da paisagem. Dou por mim ao relento da saudade e quase desisto de procurar-te.

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"Sonho Perdido"

 

Olhou o relógio, já estava a ficar tarde, como acontecia, sempre todas as manhãs, ia a correr apanhar o autocarro.

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A menina bretã...

... conto inspirado em pintura do pintor Souza Pinto. Situa-se na bretanha, na viragem do século XIX para o XX...

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Gravata

Gravata

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A janela dos sentidos

Existia uma janela. A janela tinha um parapeito com cheiro a flores e água fresca. E, à janela, vivia um homem todos os minutos dos seus dias inteiros.

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Será sempre natal

«Por esta altura, a Vó Gi andaria a ver o preço das abóboras no supermercado e o Pai a desfazer as montanhas de tralha na garagem até ao caixote das coisas do natal.

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A Bola Grande Lilás (conto de natal)

Depois de quase um ano fechada no caixote escuro, a Bola Grande Lilás estava feliz pendente da Árvore de Natal deste ano.

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O quarto

O QUARTO

 

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Ausência

Era sempre da mesma maneira, não valia a pena. Por mais que tentasse alterar fosse o que fosse acabava igual a tantas outras, sem diferenças de referencia maior.

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Viagem no tempo

Amélia caminha devagar entre os corredores de roupas penduradas em cabides, mudos e coloridos. Falam de sol, esplanadas, e caminhadas lentas, embaladas por um vento morno.

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Amar no passado

Era uma vez ama história de Amor presa no passado, entalada num amontoado de caixas imaginárias, onde se vai guardando momentos, e aqueles menos agradáveis trancamos a sete chaves é claro.

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Eras velha e conversavas com os teus lábios.

Estavas sentada e, sobre a mesa pequena redonda, seguravas, com as mãos, o copo alto de vinho maduro. Estavas sozinha, ao canto. Ouvias Rod Stewart pelo microfone que alguém sacudia com a voz.

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A bailarina da caixinha de música

De todas era ela a que mais encantava. Nunca se cansava de rodopiar ao som da música que permitia a qualquer um viajar pela terra dos sonhos e pela magia dos sentidos.

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Laura

Laura não brincava com bonecas, preferia palavras. Gostava tanto de palavras que “- Um dia vou conseguir pô-las a chorar de tanto as dizer” – comentava com a irmã Carminho.

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