Éramos quatro à beira-mar numa ilha de bruma. Bicicletas, três canas de pesca, uma tenda e o tempo. Muito tempo e uma correria de imagens carregadas de cores primárias.
Alice mudara-se para a cidade assim que se tinha tornado maior de idade. “Tenho sonhos, sabes?”, disse aos pais, tentando justificar o porquê de se ir embora.
Daniel, depois da manhã gasta a caminhar junto à praia, foi almoçar à tasca mais próxima. Não gostava de tascas, preferia o anonimato dos centros comerciais. Mas desta vez foi até à tasca do Sr.
Era véspera de Natal. Tal como todos os anos, o Francisco ansiava pela meia-noite. Às doze badaladas era hora de abrir os presentes que se acumulavam debaixo da árvore.
Morreu uma mulher feliz. Sob o peso da sua idade, a pele já não lhe desenhava o belo rosto de outrora; antes o abafava com camadas de vida, sorrisos, tristezas e gargalhadas, mas era feliz - See more at: http://www.artelogy.com/node/add/prosa#sthash.cETGjQRK.dpuf
Lisboa, Janeiro de 2015. A redacção estava em alvoroço. Definição dos novos rumos editoriais e aventuras. Sim, porque a revista era sobre Viagens. Odisseias, mais concretamente.
A: Chegaste-me de madrugada, de olhos plácidos e coração ardente, trazias no colo o perfume de todas as coisas maiúsculas e extravasava através de ti uma mágoa incontida, em perfusão táctil.
Nas belas e sombrias terras transmontanas situava-se uma aldeia cheia de luz e alegria. No limite da aldeia vivia uma familia de camponeses, mãe e três filhos.
No seu mundo solitário e, por vezes, um pouco escuro, vivia uma pequena e doce menina que, devido às fortes e traiçoeiras investidas da vida, aprendeu a erguer enormes muros de solidão em seu redor