Prosa
Era véspera de Natal. Tal como todos os anos, o Francisco ansiava pela meia-noite. Às doze badaladas era hora de abrir os presentes que se acumulavam debaixo da árvore. O pinheiro não tinha cheiro, mas a mãe tentava disfarçar com um daqueles aromatizadores comprados no supermercado. Ainda assim,...
Post date: 13/01/2015 - 10:41
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De nome invulgar este espécime faz-me perder todos os sentidos, como de uma flor rara se trata-se, ela, de bochechas rosadas e de pele macia provém de um bosque encantado e mágico com certeza, nunca vira coisa mais bela na minha vida, uma beleza rara e única no mundo. Sua inteligência e gostos...
Post date: 12/01/2015 - 20:23
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Ainda há Bruxas e Fadas.
Não vivem em castelos nem voam em vassouras porque evoluíram no tempo.
Substituíram-nas por apartamentos ou moradias e carros de alguma ou muita cilindrada.
Não têm verrugas porque a estética já faz milagres, nem longos cabelos ondulados porque as modas ditam sobre as...
Post date: 12/01/2015 - 15:19
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Disseste que a tua vida era melhor que a minha.
Disseste que era louca. Ciumenta, obsessiva, controladora.
Disseste que não cabias em mim. Que te apertava, que te sufocava, que cortava a respiração.
Disseste que os teus dias eram melhores que os meus. Que não vivia, que não sabia, que não lia, que...
Post date: 12/01/2015 - 10:47
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Até que a morte nos separou
Morreu uma mulher feliz. Sob o peso da sua idade, a pele já não lhe desenhava o belo rosto de outrora; antes o abafava com camadas de vida, sorrisos, tristezas e gargalhadas, mas era feliz
Já não era a mulher deslumbrante que outrora fora, de fazer virar...
Post date: 13/01/2015 - 03:48
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SÉPIA
O quarto jazia na penumbra. Lembro-me como se de hoje se tratasse. Um par de mãos abriu o mosquiteiro, mostrando-me o corpo lívido e petrificado. A brancura do cadáver e dos lençóis que o acolhiam qual mortalha, contrastavam com a densidade dos sais de prata – sobre-exposição. Na parede...
Post date: 12/01/2015 - 20:19
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Tomo este balanço sem saber se recuo ou avanço.
Não desgosto deste embalo porque sabe bem vaguear.
Saborear o incerto sem receio do que não é certo.
Achar-me na imensidão do teu deserto
que, sem nada ter que oferecer, me deixa respirar.
Perder-me quando te encontro. Fugir quando te quero.
Regressar...
Post date: 12/01/2015 - 15:11
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Texto 1
Vivemos um tempo de luzes e de trevas, de riqueza e de miséria, de comunicação e de isolamento, de liberdade e de tirania. Nunca fomos tão iguais e ao mesmo tempo tão diferentes. Vivemos um tempo que necessita de outras razões.
Já não nos servem as verdades definitivas de uma...
Post date: 11/01/2015 - 23:32
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UMA HISTÓRIA DE VIDA
Há dias fui procurada por uma mãe no sentido de lhe prestar apoio psicológico e emocional, para a sua situação actual. A viver até há um mês em Portugal, no qual nasceu, foi educada, tirou um curso superior, trabalhou, casou e onde nasceram os seus filhos, viu-se obrigada a...
Post date: 13/01/2015 - 01:27
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Era uma vez uma rapariga. Nem a primeira, nem a última, mas uma em particular. Tinha uma beleza invejável e desejável. Um rosto suave, sempre com um sorriso com covinhas que encantavam qualquer um. Um cabelo longo e liso da cor do fogo que dançava ao vento, embalando a imaginação dos que a olhavam...
Post date: 12/01/2015 - 20:17
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Prometi que te deixava entrar
De mansinho, porque de rompante assusta.
E te deixava ficar, se quisesses.
Mas sem promessas porque elas podem partir.
E, por vezes, o que parte nem sempre se pode colar.
E ficaste, em silêncio, sem nada a revelar.
Pediste-me histórias. Eu hoje não tenho.
Hoje não me...
Post date: 12/01/2015 - 15:09
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(Ler com Música)
Desde que acabou eu tenho tido dias memoráveis, noites memoráveis, tardes memoráveis, indescritíveis por muito que a capacidade me pudesse dotar.
Eu fiz, eu vivi, eu estive em sítios que o tempo e a vida em conjunto formaram numa magnifica junção, eu vivi e eu senti muito, e as...
Post date: 11/01/2015 - 22:20
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Desde o momento que te vi soube que eras especial, uma verdadeira princesa, contigo o meu mundo vira-se de pernas para o ar, o mundo ganha côr e um sentimento de paz e alegria enche-me o coracao. De noite sonho sempre contigo, simplesmente não me sais da cabeça. Adoro quando falas e me lanças esse...
Post date: 12/01/2015 - 20:13
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Gosto quando te dás.
Quando dizes que consegues mais, mesmo vencida pelo cansaço.
Quando sorris por tudo o que ainda queres viver.
Quando, na raiva, consegues falar com palavras brandas que acalmam o coração.
Gosto quando danças.
Quando te deixas levar pelos sons que se escutam.
Quando bates o pé e...
Post date: 12/01/2015 - 15:06
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Ficaram na pele um do outro até cegarem de emoção. Transpirava neles o desejo de amar até ao fim dos seus dias, mas recusaram-se a pensar no futuro e no fim dos dias.
No exacto momento em que o desejo chegou, responderam aos impulsos e entregaram-se com a intensidade de uma onda a invadir chão...
Post date: 11/01/2015 - 18:03
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Apanha que é ladrão
O bigode ralo a contornar o fino lábio superior está muito preto e muito bem penteado. Cantiflas foge. Corre a sete pés. Acabou de pegar numa maçã e pôs-se em fuga. Passou por uma mercearia com cestos de fruta à porta e não resistiu. Não havia preços em nenhum dos cestos de...
Post date: 12/01/2015 - 23:09
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-Antónia, vamos dar uma volta?
-...
-Estás a ouvir?
-Diz...
-Antónia, andas um bocado esquisita ultimamente. Em que é que tanto pensas?
-Não sei porquê, nos meus piores momentos, sempre tive a mania de ir passear para a Baixa. Aquela mistura de luz, de barulhos, de cheiros e de gente deitada no...
Post date: 12/01/2015 - 18:26
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Lugares vazios, cheios de solidão.
Repletos de luz, movimentados
ou sombrios e fechados a cada estação?
Estas são as cidades onde hoje se vive.
Um prédio cinzento mascarado de azulado
onde o 3º Dto é vizinho do aspirador de cima,
do bébé que chora no rés-do-chão.
Moro mesmo ao lado de quem está tão...
Post date: 12/01/2015 - 14:58
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Lisboa, Janeiro de 2015. A redacção estava em alvoroço. Definição dos novos rumos editoriais e aventuras. Sim, porque a revista era sobre Viagens. Odisseias, mais concretamente. Nome original, apadrinhado orgulhosamente pelo diretor Lourenço Matos. Na sua juventude foi jornalista cultural, mantendo...
Post date: 11/01/2015 - 16:52
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AMO-TE
Por vezes e na sua maioria, devido a certos obstáculos a nossa vida é muito complicada.
Por vezes quando tens a Felicidade nas mãos, pensas que é para sempre e não te dás ao trabalho para lutar para que essa Felicidade nunca acabe e finalmente quando a Felicidade dá lugar ao sofrimento,...
Post date: 12/01/2015 - 21:36
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-Antónia, vamos dar uma volta?
-...
-Estás a ouvir?
-Diz...
-Antónia, andas um bocado esquisita ultimamente. Em que é que tanto pensas?
-Não sei porquê, nos meus piores momentos, sempre tive a mania de ir passear para a Baixa. Aquela mistura de luz, de barulhos, de cheiros e de gente deitada no...
Post date: 12/01/2015 - 18:26
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Escuto os silêncios no barulho desta multidão. Nestas vozes de línguas estranhas que tanto procuro entender como a seguir desligar para me reabilitar mentalmente.
Aprecio os sorrisos manifestamente ruidosos característicos desta cultura, abraço esta forma de estar. Sinto o seu melhor e o seu pior e...
Post date: 12/01/2015 - 14:54
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Brincando com as Rimas no Jardim de Infância é um livro que aborda os temas trabalhados em infantários, mas em forma de rimas, quadras de fácil entendimento pelas crianças
Post date: 11/01/2015 - 15:46
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Como cão e gato Eu e a escrita não nos damos lá muito bem… Na verdade, é como se fossemos cão e gato. Mais ou menos… Talvez até haja gatos e cães que convivam melhor do que eu com a escrita… De facto, a maior parte das vezes, andamos às turras uma com a outra. Até parecemos um casal desavindo! Não...
Post date: 12/01/2015 - 21:24
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Sábado à noite. Saio com uma das irmãs que a vida me deu. Jantar no Húngaro. Conversa regada a partilha de intimidades, umas cómicas, outras duras, risos, silêncios de segundo de coração apertado, experiências e conselhos trocados. Sem julgamento, sem pretensão, só com o profundo afeto...
Post date: 12/01/2015 - 18:24
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– Pronto, menina, já cá não está quem falou!
Foi a resposta do empregado do café quando ouviu que o pretérito imperfeito pressupunha a continuidade da acção, ao contrário do pretérito perfeito que era aplicado aquando da finitude do acontecimento, o que deitava por terra a observação “Queria, já...
Post date: 12/01/2015 - 13:12
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A pergunta mais impertinente ao começar a escrita por qualquer pessoa que escreve sem um objetivo ou um proposito inicial é sem duvida – Que começar a escrever? Ou, talvez um, Por onde começar?
Sem a minima ideia de por onde ou até mesmo o que escrever, eu os deixarei aqui um pouco do que é na...
Post date: 11/01/2015 - 14:04
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O amor é um misto de sensações tanto podem ser reconfortantes e calorosas como devastadoras e dolorosas, nunca sabemos o que nos vai calhar, e é bom que se aproveite cada minuto e cada segundo quando são boas, porque quando são más é a pior dôr que alguém pode sentir. Uma linha ténue divide o amor...
Post date: 12/01/2015 - 20:33
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8h30 na plataforma. Dirijo-me ao bar como de costume pró chá matinal que me acalma as dores da colite que decidiu voltar.
Acabo com os trocos que me restam. É sempre o mesmo todas as semanas. Esqueço-me sempre de que não têm multibanco ou então é uma artimanha inconsciente que utilizo pra meter...
Post date: 12/01/2015 - 18:16
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