Quero eu poder ver esse lugar se transformar.
Pego umas luzes e coloco aqui nesse escuro.
Mexo minhas mãos e desenho no muro.
Não nada mais que sossego.
E onde tu pousaste a asa sempre me deixa com pena. É que sempre sinto o mesmo frio tendo agasalhos em demasia, que normalmente deixariam não sentir o teu arrepio.
Arruma-me a um canto, quebra o meu silêncio de medo. Rasga as minhas notas todas, pega no meu sonho e entra nele. Eu já não sou mais o que quero, sou o que me resta ser. Lutador, bravo e egoísta!
Ontem tive a certeza de que a incerteza constante nos é inerente e irrevogável, não só no novo pequeno temeroso, não só no velho esquecido e teimoso, apenas se manifesta mais livremente nes
Cai a noite e fica na hora de esperar por ti, eternamente. Hoje o vento sopra fraco a moderado, entretenho-me com meteorologia de bolso, quem me dera ser como o vento, moderado, mas não.
Naquele momento fiquei pétrea, dura como mármore, fria e oca, pasmada da sorte infeliz permanente. As lágrimas escorreram, lavando-me a cara marcada pela incredulidade e negação ferranha.
Num instante o horror do esquecimento, da palavra presa entre a garganta e o medo que caía no abismo. Passam os segundos, os minutos, as horas, o remoer confuso e a tortura.
Bom, desculpa não ter vindo mais cedo, Estava a chover muito dentro do Metro. Havia uma mulher sentada ao meu lado. Nada de especial. Era só uma mulher sentada ao meu lado no Metro.