Tristeza

 

E calo-me...

E calo-me...

em silêncio

fico inerte,

só as memórias

me assaltam

desordenadas

sem nexo

dou comigo

perplexo

deste tanto 

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Sozinho com a minha alma!

Talvez e só talvez

Não haja no universo

Sentimento mais profundo

Do que este

Solidão interior

Aquela solidão da alma.

A constatação fria

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TU!

O som dos teus passos

Ainda ecoam

No silêncio vazio

da noite

E eu continuo a ouvir esse mesmo som

Cada vez que observo a rua

Da janela do meu quarto

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Sonhos sem chuva

Os sonhos não voam

quando brinco no terraço 

em ondulações saudosas da maresia.

Eles estendem-se em mantas sujas

que saem das paredes,

para seem livres

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A Dor

O amor voltou a fugir de mim
E o tempo já se aproxima do fim

A dor tomou conta do meu coração
Á minha volta já só vejo destruição
Na loucura desta paixão

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Lágrimas

Minhas lágrimas choram
Pelo verbo amar
Nos amores que já foram
Me deixaram a chorar

Quero amar
Mas não sou amado

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Sofredor

Eu não queria mais sofrer
Mas o amor teima em não me deixar viver

Vivo a amar
O amor que me faz sofredor
Vida que não me deixa alcançar

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Cansaço

Estou cansada
Eternamente cansada
Cansam-me as manhãs
e as noites, cansam-me até
os fins de tarde.
Estou cansada
Cansam-me as músicas e a chuva

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Volátil

Dói-me o hoje, indefinido
Feito espuma volátil,
Trilho de um casco partido.

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O circo das tempestades

O palhaço da roulote emagrecida,

na porta de entrada está crucificado o número vinte e três,

sem vizinhos para conversar,

o palhaço morre em pedacinhos...

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Depósitos de Sonhos

Imaculada...esfera que gira em torno do quadrado do meu peito.

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Melancólica saudade

Este poço impávido com janelas para a morte,

um telhado de vidro que lhe esconde as feridas em falsas palavras,

o poema morto, o poeta de braços cruzados...

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O apeadeiro da solidão

Encurvado,

o maligno cansaço entre as montanhas da dor,

lá longe o rio embalsamado procurando o luar,

desce a nuvem do sofrimento sobre a madrugada,

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Sonho

Esta noite tive um sonho .

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Mágoa

Como pintar a madrugada
Com tinta, pincel e água?
Pior é pintar a mágoa
De tão triste que ela é
Essa, eu a conheço
É nela que tropeço
Em cada começo de dia

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Infância

Cai chuva; cai de mansinho,

Não me deixes afogar...

Cai chuva, devagarinho,

Mas não me faças acordar...

Estou aqui no meu cantinho,

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Vida vazia

A minha vida é vazia
É escura
Tem dias e noites que psicologicamente
Sofro de tortura.

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Sem título

As noites são a solidão das casas
Os dias a lamentação da terra
Não há vento que passe
Tudo é murmúrio de fantasmas
Tudo é frio desde que nasce

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Talvez morra

Talvez morra
Sem dizer o teu nome
Fantástico

As coisas vivas
Que perdi

Talvez morra
Para não amar
Nunca mais

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Quando morrermos ficará tudo acabado

Lembrei-me um dia
De entregar meu coração
Com os carinhos que ele me dava
Aumentou minha paixão !

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Sozinha na escuridão

Passeio sozinha na escuridão
E um vazio atravessa meu peito
Sonhava eu um dia
Ter um amor perfeito .

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Sonho de vida destruído

Foi assim lentamente
Este sentimento estranho a aparecer
Uma luz residia no meu coração
Na hora do anoitecer !

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E se não nos despedirmos?

Nao tenho medo da norte
Nem tao pouco de morrer
So tenho medo de quando partir
Não me poder de ti despedir . 

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Perdão

Perdoa-me,

Mas caí mais uma vez no que não devia.

Fui novamente uma marca de azul

Cresci novamente em torno de não ser

E dei-me novamente à solidão.

 

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Distância

Sentada a beira mar,

eu oiço o teu respirar,

vendo o sol a por,

deixo cair  minhas lagrimas de dor...

tao distante e ausente,

tao perto e presente...

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Poesia isenta de talento

Quero um abraço dentro do teu abraço.
Quero mais.
E, para isso, quero redimir-te, absolver-te... desculpar-te as maldades.
À parte a minha divindade, queria mais.

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Nas páginas

Nas páginas

 

 

Nas páginas da solidão, só li dor,

Sem sol e cor, eu só e licor.

Garrafas de silêncio sem fundo,

Camufladas pelo fumo,

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Porque não morri contigo

Quero que saibas o que nunca te disse,

O que atormenta a minha alma,

O que crepita no meu peito, no meu coração desfeito.

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Adeus

Vi-te partir, vi os teus olhos cor de céu fechados, o teu sorriso apagado.

O vento frio rasgava o meu olhar inundado de dor, gelava o meu peito que sangrava.

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