Eu pensei que eu fosse te conhecer
De repente me vem à lembrança,
Senhora, em vão espero caravela ingrata,
porque tarda a chegar?
Fiquei penhor de um reino ferido,
sofro as penas da solidão.
Tomai presto, em vossos braços,
Dorme, lírio do vale.
Sussurra o sopro de vida, emerge de ti.
Embala os sonhos, inocência perdida.
Desenha à pena o frágil ser.
Onde está a madrugada sombria
Abraça a minha alma com ternura, como se estivesses abraçando a lua. Eu iluminaria o teu coração com candura. Como toda a lua,
Quero sentir sensações diferentes. É isto que eu busco, inutilmente. Quero sentir meu corpo vibrar, teus olhos me desnudar,
Tenho um sonho pequenino, que guardo com todo o carinho. Por enquanto ele está guardado num lugar bem espaçoso,
o que foi, o que é
o que podia ter sido,
é a minha realidade.
estou (completamente)
perdida
num mar de incertezas,
das minhas incertezas.
Esmagador
Ensurdecedor
Este silêncio absoluto
E o absurdo
Desta banal e repetida
Existência
Corrói, como ácido,
Da dualidade.
Do contraste gritante.
A alegria de ver cada dia
Começar e acabar.
De sentir o tempo a entranhar-se, a dissipar-se.
E ficar feliz.
E ficar triste.
Nada possuímos.
Nem utilidade há nenhuma
Em possuir nada.
Que possuis tu?
A tua alma? Os teus sentidos?
As tuas vivências?
O teu corpo?
Conceber uma realidade oposta à minha, que me é tangente, que toca no limite.
Como seria ser o oposto?
Como seria ser algo que não faz parte de mim, e o faz ao mesmo tempo?
Quando a noite desce e a solidão entorpece a nossa mente, nada parece ser suficiente para acalmar esse sentimento,
Não sofra por antecipação,
faça o auto-exame
Procura-se um namorado que foi perdido em lugar incerto e não sabido. Não possuia nada de seu, tudo o que carregava