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Noite escura,
neblina cerrada,
alma penada,
caminhante sem rumo,
perde-se na bruma
da noite gelada.
Passos que se afastam,
sons que se perdem no vazio
de um coração que já não sente
mais a dor de quem já partiu.
Amor que se foi,
saudade que ficou.
Lembranças da meia noite
de uma noite que não acabou.
O desconhecido incrédulo caminha
na noite que nunca termina.
Seus passos apressados
na distância se perdem na neblina.
Um coração solitário,
já não é mais solidário.
Carrega consigo o descaso
de um caso mal resolvido.
Restou o silêncio da despedida.
E a alma perdida,
se fez desconhecida,
de um conhecido
que amou sem ter sido correspondido.
Nunca foi compreendido,
porque nunca encontrou
o amor que tanto procurou
e que um Desconhecido
desse amor se apossou.
Débora Benvenuti
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