Lê-me na entrelinhas,
nas palavras mudas do meu respirar.
Decifra-me nas cores dos meus olhos,
no ritmo das minhas passadas.
Lê-me nas letras que não profiro,
Lê-me na entrelinhas,
nas palavras mudas do meu respirar.
Decifra-me nas cores dos meus olhos,
no ritmo das minhas passadas.
Lê-me nas letras que não profiro,
Meu corpo na madrugada
jaz entregue e inerte ao orvalho dos lençóis.
Em silêncio, procuro o sono.
Os sons da rua não se atrevem
a multiplicar meus anseios.
Não posso te levar para passear além dali.
Mal tenho o que te oferecer.
Mas tenho este amor imenso aqui.
É nossa casinha simplesinha,
Meu colinho de amor